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Fórum Abisolo: Tecnologia em nutrição vegetal
Evento atraiu mais de 500 congressistas, além de 28 empresas expositoras e discutiu as principais pendências e dificuldades do setor.
 
Henrique Patria
Com avaliação positiva dos participantes em relação a relevância e qualidade das palestras apresentadas, e recorde de publico participante a VII edição do Fórum e Exposição Abisolo, realizada entre os dias 3 e 6 de abril em Campinas/SP, foi considerada um sucesso pela direção da Abisolo – Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal, que organizou e promoveu o evento. “Tivemos um público surpreendente, que demonstrou satisfação com a qualidade do conteúdo das palestras, coroadas por um debate bastante esclarecedor para o segmento de nutrição vegetal”, comentou Clorialdo Roberto Levrero, presidente da entidade.
“Na avaliação do presidente da Abisolo, a mensagem que fica do encontro é de união da indústria de tecnologia em nutrição vegetal. “Entendo que, cada vez mais, precisamos trabalhar juntos, investir sempre em pessoas e tecnologias, além de acreditar no setor onde atuamos, que é hoje um dos mais importantes do agronegócio brasileiro, uma vez que envolve tecnologia, tem um vínculo forte com criatividade, além de compromisso com sustentabilidade, tópicos que foram demonstrados em diversas palestras e pronunciamentos durante as palestras”, ponderou.
No encerramento do Fórum, que contou, nos dois dias, com 12 palestras proferidas pelos maiores especialistas no segmento, houve um debate, coordenado pelo consultor Ivan Wedekin, da Wedekin Consultores, que teve a participação do ex-ministro da Agricultura, Alysson Paulinelli; do chefe geral da Embrapa Meio Ambiente, Marcelo Augusto Boechat Morandi; do consultor Marcos Fava Neves, da Markestrat; e do secretário de Agricultura do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim. Todos os participantes do debate também fizeram palestras no segundo dia do Fórum. 
O ex-ministro Paulinelli fez um relato histórico sobre a trajetória e as tendências futuras do seguro e do crédito agrícola, chamando a atenção também para a necessidade de o agronegócio defender o trabalho da Embrapa. “Por tudo que a Embrapa representou na evolução do agronegócio brasileiro nas últimas décadas, devemos nos mobilizar para, em momentos de contenção de despesas, preservar áreas que são estratégicas para a geração de conhecimento e inovação para o agronegócio, como é o caso da Embrapa”, comentou Paulinelli. O secretário da Agricultura de São Paulo, Arnaldo Jardim, por sua vez, igualmente destacou a necessidade de se dar atenção especial à inovação e tecnologia, chamando a atenção para o papel que a Abisolo desempenha nessa área. “Nesse sentido, nós da secretaria buscamos sempre incentivar ações voltadas para inovação, tecnologia e criatividade. Um exemplo disso é que devemos promover, em meados do próximo mês de outubro, a primeira edição do Campus Part do Agro, um evento que pretende mostrar a capacidade criativa e inovadora dos produtores paulistas”, afirmou Jardim, acrescentando que uma prova do potencial do agro em termos tecnológicos é que, metade dos aplicativos para dispositivos móveis desenvolvidos nos últimos tempos em São Paulo, são para uso na agricultura. 
O chefe-geral da Embrapa, Marcelo Augusto Boechat Morandi, ponderou que não dá para participar da corrida pela inovação sem fazer alianças. “Temos de trabalhar, todos nós, governo e iniciativa privada, de forma colaborativa, na busca pela inovação tecnológica, fator chave para a competitividade”, argumentou Morandi. Apesar de enfatizar a importância da tecnologia, lembrou que uma tendência mundial destaca que a tecnologia que trouxe o agronegócio até aqui não bastará no futuro. “Uma pesquisadora americana lembrou recentemente que o que importará, no futuro, é a questão da eficiente comunicação com o consumidor final. Nesse particular, vale recordar uma frase do ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues que afirmou que nós do agro não sabemos conversar com o povo brasileiro”, finalizou Morandi.