
Diante da escalada de perdas, como a calamidade no Rio Grande do Sul, o governo federal precisa destinar pelo menos R$ 2 bilhões neste ano para financiar o Prêmio de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). É o que defende a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, que reúne mais de 380 entidades, entre organizações da sociedade civil e do setor privado.
O PSR, uma rubrica já prevista no orçamento da União, não exclui todos os auxílios emergenciais que o governo libera a áreas atingidas por tragédias climáticas, como a que ocorre atualmente no Rio Grande do Sul. No ano passado, depois de cortes, o orçamento do PSR ficou em R$ 933 milhões. O montante pleiteado pela Coalizão agora é, portanto, 114% maior do que o de 2023. Essa e outras propostas já foram entregues ao governo federal no início deste ano.
“A agricultura vem sofrendo perdas cada vez mais frequentes nos últimos anos devido à instabilidade climática e à sequência de eventos extremos”, assinala Priscila Souza, colíder da Força-Tarefa de Finanças Verdes da Coalizão Brasil. “Hoje temos um mercado de seguros ainda em desenvolvimento, que precisa ganhar escala, e 80% do PSR é direcionado aos grandes produtores e às culturas de soja, milho e trigo. Mesmo o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) é de difícil acesso para muitos produtores pequenos.”
Fonte: Assessoria de imprensa





