27/05/2024 | Mercado, Notícias

Milho segunda safra já alcança 40% da área de soja

Redação Agrimotor

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Foto: Pixabay.

Segundo dados revelados pelos mapeamentos da Serasa Experian, a penetração de milho segunda safra já atinge 36,8% da área de soja. Ou seja, em uma área total de 46 milhões de hectares cultivados na primeira safra com soja, 16 milhões foram reutilizados na segunda com milho (safra 2022/23). Estas Informações inéditas apontam que a intensificação no uso da terra, com o sistema de cultivo de soja seguida de milho na mesma safra é uma prática da agricultura tropical brasileira consolidada em diversos estados.

“O melhoramento genético da soja e do milho, adaptados às condições da agricultura tropical e com ciclos cada vez mais curtos, tem provocado uma verdadeira revolução produtiva na agricultura brasileira. Mesmo sem irrigação, esse sistema já está presente em 15 Estados. Trata-se de um processo de intensificação do uso da terra com ganhos ambientais significativos. Ao invés de produzir 3,5 ton. de soja em um hectare, por exemplo, o método de duas safras anuais permite entregar cerca de 6 ou 7 ton. de milho em uma mesma safra. Utilizar esse processo é como economizar 16 milhões de hectares de áreas nativas, que não precisaram ser desmatadas já que a mesma área é aproveitada duas vezes ao ano”, comenta o diretor de novos negócios agro da Serasa Experian, Joel Risso.

Os dados, produzidos por meio de imagens de satélite, ainda apontam que alguns Estados se destacaram em relação à penetração da segunda safra de milho sobre área de soja cultivada. O Mato Grosso, por exemplo, registrou o maior percentual, de 64,2%. Em seguida, também no Centro-Oeste, o Mato Grosso do Sul, com 60,4%. Por outro lado, regiões como a Bahia, em que a duração do período de chuvas é mais restrito, e o Amazonas, que tem áreas recentes de expansão agrícola, tiveram os menores percentuais.

A estimativa da área de milho 2ª safra é realizada com base na interpretação e classificação de imagens de satélite de média resolução espacial, adquiridas ao longo da safra, idealmente a partir do mês de janeiro. A resposta espectral do milho e o seu desenvolvimento em séries temporais de imagens de satélite, junto com algumas características da planta, como altura, por exemplo, e as formas dos talhões, permitem elevada acurácia no mapeamento desse cultivo.

Fonte: Serasa Experian

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