
Segundo levantamento do Itaú BBA, o cloreto de potássio acumulou alta de 24% no ano, chegando a US$ 365 por tonelada, enquanto o MAP (fosfato monoamônico) já é negociado a US$ 717,50, após elevações consecutivas em abril e maio. A uréia, por sua vez, registrou oscilação: subiu 9% em abril e recuou 1,9% no início de maio, refletindo incertezas de oferta, especialmente da Ásia. Com isso, a relação de troca, que mede quantas sacas de grãos são necessárias para adquirir uma tonelada de fertilizante, já se equipara aos níveis registrados durante a crise logística e geopolítica de 2022, marcada pela guerra na Ucrânia
Para Leonardo Sodré, CEO do Grupo GIROAgro, o impacto da atual conjuntura vai além do bolso, e, apesar das adversidades, é importante que o produtor continue investindo no setor. “A relação de troca impõe ao produtor um desafio de decisão. Com margens mais apertadas, a escolha das soluções tecnológicas para o campo será feita com lupa, priorizando eficiência agronômica e segurança. Não é só uma questão de custo, mas de gestão de risco e sustentabilidade produtiva”, afirma. A empresa, que atua no desenvolvimento e distribuição de soluções nutricionais (GIROAgro) e biológicas (VIVAbio), tem reforçado o suporte técnico à rede de revendas e cooperativas diante da nova escalada nos custos.
O momento é de cautela e esforços. Muitos produtores já avaliam estratégias para reduzir a dependência de pacotes mais caros, apostando em nutrição de manutenção ou no uso mais eficiente dos recursos aplicados ao solo. No entanto, essas decisões demandam acesso técnico qualificado e análise detalhada de cada talhão. “Estamos em um ciclo onde quem estiver tecnicamente amparado e bem informado terá condições de superar as turbulências. É hora de investir em conhecimento e proximidade com quem conhece o solo, a planta e o mercado”, complementa Leonardo Sodré.
Fonte: Fabio Bouças <fabio.boucas@pressfc.com.br>Assessoria de imprensa





