
Com chuvas nas principais regiões produtoras de arábica na maior parte de 2024, especialmente na fase de floração do ciclo 25/26, abaixo da média, análises da Hedgepoint Global Markets apontam para uma redução das estimativas para o Arábica de 39,6 milhões de sacas para 37,7 milhões de sacas em relação à sua última projeção, uma queda de 13,3% em comparação aos números de 24/25. No entanto, aumentou-se a estimativa para o Conilon/Robusta para 27 milhões de sacas, alta de 30% contra 24/25. Isso levou a uma produção total de 64,7 milhões de sacas, um pequeno avanço de 0,7% em relação a 24/25. O relatório pode ser encontrado no endereço: https://www.hedgepointhub.com.br/blog/projecao-de-safra-cafe-brasil-20250423
De acordo com Laleska Moda, analista de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets, as perspectivas para a safra 26/27 ainda são imprevisíveis. Embora os níveis mais elevados de precipitação em abril tenham prejudicado a colheita de 25/26, eles ajudaram a melhorar as condições dos cafeeiros. “Além disso, os preços mais elevados do café nos últimos anos permitiram que os agricultores investissem mais em suas lavouras, o que sugere um potencial positivo para a safra 26/27. No entanto, o próximo ciclo dependerá fortemente dos níveis de precipitação nos próximos meses, que são essenciais para a floração dos cafezais”, diz.
Em contrapartida, a analista destaca que as áreas de Conilon, particularmente nos estados do Espírito Santo e da Bahia, tiveram condições mais favoráveis para o desenvolvimento da safra 25/26, com níveis de precipitação dentro da média. “A previsão climática não só é mais positiva, como os agricultores também investiram mais nas suas lavouras devido aos preços mais elevados do café desde o final de 2023. Esses fatores levaram a uma produtividade e rendimentos de processamento superior ao esperado. Consequentemente, aumentou-se a estimativa de produção para esta variedade para 27 milhões de sacas para a safra, elevação de 30% em relação à safra 24/25”, explica.
De acordo com a analista, assim, espera-se um declínio mais acentuado no uso do Arábica no mercado brasileiro, mas um aumento no uso do Conilon na safra 25/26. No entanto, a demanda interna total pode diminuir ligeiramente em 1,2%, dados os preços mais altos atuais, atingindo um total de 21,7 milhões de sacas. Quanto às exportações, a menor disponibilidade de Arábica e a atual arbitragem entre os preços futuros do Arábica e do Robusta podem levar a uma diminuição nas exportações de Arábica na safra 25/26, já que os destinos podem favorecer o consumo de Robusta.
Fonte: Milena Feitosa Camargo <milena.camargo@conteudonet.com>Assessoria de imprensa





