
Com o anúncio do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) sobre a obrigatoriedade em elevar a mistura de biocombustíveis, em vigor desde agosto deste ano, a gasolina passou a contar com 30% de etanol (E30) em vez de 27% (E27), e o diesel com 15% de biodiesel (B15), ante 14% (B14). De acordo com o Governo Federal, com a transição do E27 para o E30, são esperados mais de R$ 10 bilhões em investimentos, criação de mais de 50 mil postos de trabalho e redução de preço nos postos de combustíveis, que pode diminuir em até R$ 0,20 o valor final no bolso do consumidor.
O Estado de São Paulo liderou a expansão da produção da gramínea com investimentos em inovação, tecnologia, mecanização e políticas públicas que garantiram competitividade internacional. Mais recente, o etanol anidro produzido a partir do milho ganhou força em 2012 e, 12 anos depois, já representa 19% da produção brasileira.
Para a produção do combustível, a ascensão do etanol de milho deve ser complementar. De acordo com a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), é fato que a produção do etanol de cana-de-açúcar caiu na safra 2024/2025, finalizada em março, ainda sem perder o posto de protagonista com processamento de 621,8 milhões de toneladas no Centro-Sul. São Paulo responde por 57,5% dessa moagem. Até a primeira quinzena de agosto, 257 unidades produtoras estavam em operação na região Centro-Sul, sendo 237 para processamento de cana-de-açúcar, 10 dedicadas ao etanol de milho e outras 10 usinas flex, que alternam entre as duas matérias-primas. Os dados são da Unica.
Segundo a União Nacional do Etanol de Milho (Unem), o grão responde por 20% do etanol consumido no Brasil, participação que deve crescer com a abertura de 21 novas biorrefinarias, sobretudo no Centro-Oeste. Os investimentos anunciados somam R$ 23 bilhões, conforme levantamento do ItaúBBA. A expectativa é elevar a produção de 8,2 bilhões para 12,1 bilhões de litros por safra, um salto de 50%.
Esta matéria foi veiculada originalmente na 17ª edição da Revista CREA São Paulo, e pode ser vista na íntegra no endereço: https://www.creasp.org.br/novo_site/wp-content/uploads/2025/09/Revista-CREA-Sao-Paulo-17a-ed-DIGITAL.pdf
Fonte: Crea-SP <marianna.marimon@cdicom.com.br>





