
Segundo a Biond Agro, empresa especializada em gestão e comercialização de grãos, a expectativa é que o impacto do acordo comercial entre Estados Unidos e China, que prevê a retomada de embarques agrícolas e redução de tarifas, seja mais político do que econômico. Para a empresa, esta iniciativa sinaliza uma boa vontade diplomática, mas sem alterar o quadro fundamental de oferta e demanda da soja no cenário global.
O pacto entre Washington e Pequim prevê a retomada das compras chinesas de produtos agrícolas, como soja e sorgo, e a redução de tarifas em ambas as direções. Ainda assim, as projeções apontam que a China deve importar cerca de 12 milhões de toneladas de soja americana em 2025, número inferior à média praticada dos últimos 5 anos de aproximadamente 28 milhões de toneladas.
Os Estados Unidos possuem a expectativa de uma safra cheia, mas enfrentam lentidão nas exportações, enquanto o Brasil caminha para novo recorde, com produção estimada em 177 milhões de toneladas. Essa abundância mantém os estoques elevados e reduz os prêmios nos portos brasileiros, o que limita novas altas de preço.
“O acordo demonstra mais um gesto de aproximação entre as potências do que uma mudança efetiva no fluxo comercial. A China segue priorizando a soja da América do Sul, especialmente a brasileira, por questões de competitividade e segurança de abastecimento”, explica Felipe Jordy, gerente de inteligência e estratégia da Biond Agro.
Fonte: Leonardo Lopes <leonardo.lopes@agenciacontatto.com.br> Assessoria de imprensa





