
Dados fornecidos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e compilados pela Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Bioenergia (NovaBio), apontam que a moagem de cana na safra 2025-2026 nas regiões Norte e Nordeste até 31 de janeiro totalizou 59 milhões de toneladas, alta de 2,5% na comparação com o montante de 57,6 milhões de toneladas processado em igual intervalo da temporada anterior.
Na Região Norte, a moagem recuou 2,6%, caindo de 7,3 milhões para 7,1 milhões de toneladas, enquanto no Nordeste apresentou alta de 3,3%, saltando de 50,2 milhões no mesmo período da safra anterior para 51,8 milhões de toneladas. A despeito da leve alta de cana processada no Nordeste, a produção de açúcar apresentou redução de 10,8%, considerando o total das duas regiões, com 3,323 milhões de toneladas produzidas ante 3,725 milhões de toneladas do ciclo anterior.
Ainda segundo a NovaBio, no comparativo entre projeção e realização da safra 2025-2026, até 31 de janeiro, o setor alcançou 81,3% da moagem estimada de cana-de-açúcar no total das regiões. A Região Norte, que em dezembro de 2025 praticamente encerrou a moagem na atual safra, apresentou execução mais avançada, com 90,1% da previsão, enquanto o Nordeste atingiu 80,1%. No etanol total, o índice de realização foi de 78,2% no consolidado regional, com destaque para o Norte, que já alcançou 97,9% da estimativa prevista para o período.
A avaliação do presidente executivo da NovaBio, Renato Cunha, sobre os resultados das usinas do Norte e Nordeste apurados até 31 de janeiro, aponta alguns itens que influenciaram o desempenho nas duas regiões: “imprevisibilidades de produção no mercado internacional de açúcar, depreciação do dólar no câmbio de exportação e tarifas exageradas nas exportações para os Estados Unidos no âmbito da cota americana”.
Fonte: MediaLink <medialink@medialinkbrasil.com> Assessoria de imprensa





