
Segundo avaliação do analista Fernando Henrique Iglesias, da consultoria Safras & Mercado, o mercado físico do boi gordo encerrou a semana com pouca movimentação e preços relativamente estáveis. A oferta de animais para abate continua restrita, o que mantém as escalas de abate curtas nas indústrias frigoríficas e limita o ritmo de negociação.
Além da oferta limitada, o mercado também acompanha fatores externos que podem influenciar o setor. Um dos principais pontos de atenção envolve a cota de exportação para a China. Há rumores de que o governo chinês pode passar a contabilizar essa cota a partir da chegada da carne aos portos do país. Caso isso se confirme, embarques brasileiros realizados entre outubro e dezembro de 2025 poderiam entrar na conta da cota de 2026, o que poderia alterar a dinâmica das exportações e impactar a oferta interna, destacou o analista.
Em São Paulo, a arroba do boi gordo foi cotada a R$ 349,08. Em Goiás, ficou em R$ 334,64, enquanto Minas Gerais registrou recuo para R$ 339,41. Já Mato Grosso do Sul manteve estabilidade em R$ 336,02. No Mato Grosso, a arroba subiu levemente para R$ 339,05.
Para Fernando, diante desse cenário, o mercado do boi gordo segue estável, mas atento a fatores externos como regras de exportação para a China, preços do petróleo e variações cambiais, que podem alterar tanto o ritmo das exportações quanto a oferta interna de carne bovina nos próximos meses.
Fonte: Canal Rural





