
Nota divulgada pela AliançaBiodiesel, formada por Abiove e Aprobio, afirma que o setor de biodiesel tem capacidade industrial para elevar a mistura do biocombustível no diesel fóssil para até 21,6%, percentual bem superior ao mandato atual de 15%. A declaração ocorre após o Ministério de Minas e Energia descartar um aumento imediato da mistura sem a realização prévia de testes técnicos. As entidades defendem que o biodiesel já atende às especificações exigidas e que os ensaios necessários para elevar o percentual deveriam ser acelerados.
Segundo Jerônimo Goergen, presidente da Aprobio, o setor não vê impedimentos técnicos para testar misturas maiores e considera que o processo já deveria estar em andamento, já que o cronograma indicava avanço para B16 em março. Já André Nassar, presidente executivo da Abiove, afirma que o setor está preparado para o B16 e possui estrutura para realizar os testes com segurança, defendendo uma avaliação rápida para dar previsibilidade à cadeia automotiva e ao mercado de combustíveis.
No campo regulatório, a Frente Parlamentar do Biodiesel criticou a Medida Provisória nº 1.340/2026, que prevê subvenção ao diesel rodoviário e imposto de exportação sobre petróleo bruto. Para a entidade, a medida direciona recursos para o diesel fóssil importado, em vez de fortalecer uma alternativa renovável produzida no país. A crítica é compartilhada por 43 entidades do agronegócio e da agroindústria, que defendem a adoção imediata da mistura B17. Segundo elas, o setor opera com cerca de 50% de ociosidade industrial, o que permitiria aumentar a produção sem risco de desabastecimento.
Fonte: Canal Rural





