
Em meio ao aperto de oferta causado pela guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, a China, um dos maiores exportadores mundiais de fertilizantes, com embarques de mais de US$ 13 bilhões no ano passado, restringiu as vendas externas para proteger seu mercado interno. Segundo fontes do setor, Pequim proibiu em meados de março as exportações de misturas de nitrogênio e potássio, além de certas variedades de fosfato.
Com as restrições existentes sobre ureia, entre metade e três quartos das exportações chinesas de 2025 estão agora bloqueadas, o que pode chegar a 40 milhões de toneladas. O Brasil, que recebeu cerca de um quinto dos embarques chineses no ano passado, está entre os países mais afetados. Os preços internacionais da ureia já subiram 40% em relação aos níveis pré-guerra.
Analistas não esperam alívio no curto prazo. Vendedores reunidos em conferência em Xangai projetam que as proibições devem se estender até agosto, após o período de pico de exportação chinesa. Para o produtor brasileiro, o cenário indica necessidade de planejamento antecipado e busca por alternativas para garantir o abastecimento da próxima safra.
Fonte: Reuters/infomoney





