
A Embrapa, em parceria com a UFMG, desenvolveu um sistema de inteligência artificial que monitora o comportamento dos peixes em viveiros e identifica padrões que indicam quando o casal está pronto para desovar. O sistema funciona com 12 câmeras instaladas em viveiros, gravando das 6h às 18h. Cada vez que o pirarucu sobe para respirar, algoritmos detectam o movimento e registram dia, hora e localização.
O grande diferencial está na capacidade de identificar quando o casal forma o ninho e para de se alimentar, comportamento típico após a desova. Detectar esse momento precocemente é essencial. “Se fosse possível recolher ovos recém-fertilizados, a taxa de sobrevivência aumentaria muito”, afirma Lucas Torati, pesquisador da Embrapa Pesca e Aquicultura.
Além da reprodução, a ferramenta pode monitorar como fatores ambientais como temperatura, oxigênio e amônia afetam os peixes, medir estresse pós-manejo e até estimar biomassa por imagem, reduzindo a necessidade de manusear animais que ultrapassam 100 quilos. O projeto conta com financiamento do consórcio Aquavitae, da FAPT e de emenda parlamentar.
Fonte: agro.estadao.com.br





