
Com o diferencial econômico em seus frutos verdes, que preparados em conserva ganham sabor similar à alcaparra importada, a capuchinha (Tropaeolum majus L.) está ganhando espaço como alternativa de diversificação para pequenos e médios produtores rurais. Com crescimento rápido e manejo simples, a planta oferece aproveitamento integral: folhas, flores, caules e frutos têm aplicação comercial tanto na gastronomia quanto no mercado de produtos naturais.
Suas flores coloridas e folhas de sabor picante também abastecem o nicho de ingredientes gourmet para restaurantes e empórios especializados. A composição nutricional inclui vitamina C, carotenoides como luteína e zeaxantina, além de compostos sulfurados com propriedades antimicrobianas comprovadas em estudos da EPAMIG.
A planta adapta-se bem como forração ou trepadeira e sua resistência e baixa exigência de insumos reduzem custos de produção. O cultivo pode ser combinado com outras hortaliças, aproveitando a mesma estrutura produtiva. Entretanto, a capuchinha precisa ser usada com cuidado em algumas situações. A planta pode causar irritação na pele de algumas pessoas, especialmente durante manuseio prolongado ou em quem tem pele sensível.
Fonte: agro.estadao.com.br





