
Após a conclusão de negociações sanitárias anunciadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária dia 8 de abril, a Etiópia, com população de 110 milhões de habitantes, aprovou a entrada de uma ampla gama de produtos brasileiros.
O acordo libera o mercado etíope para carnes bovina, suína e de aves, incluindo produtos processados e miúdos. Também entram na lista produtos lácteos, pescados de cultivo e extrativismo, alimentos para pets, insumos para nutrição animal, palatabilizantes para rações, alevinos, ovos férteis e pintos de um dia. Para pecuaristas, há ainda oportunidades com bovinos vivos destinados a abate, engorda e reprodução, além de material genético de caprinos e ovinos, como sêmen e embriões.
Segundo o ministério, a abertura fortalece a presença brasileira no Chifre da África, região considerada estratégica para o agronegócio nacional. O movimento ganha relevância após o estabelecimento de uma adidância agrícola brasileira na Etiópia em 2025, reforçando as relações bilaterais no setor.
Os números atuais ainda são modestos: em 2025, as exportações do agro brasileiro para o país africano somaram US$ 694,3 mil, concentradas em produtos vegetais e animais vivos. Com o novo acordo sanitário, a expectativa é de expansão significativa desse mercado nos próximos anos.





