
Segundo analistas, com quedas generalizadas do preços do boi gordo nas principais praças do país, os frigoríficos sinalizaram escalas de abate mais confortáveis e passaram a testar patamares menores de preço, aproveitando a sazonalidade do período. A expectativa é que maio traga cotações abaixo de R$ 350 na praça paulista, puxando para baixo os valores em outros estados.
Segundo Fernando Henrique Iglesias, analista da Safras & Mercado, dois fatores explicam o movimento. O primeiro é a deterioração natural das pastagens no segundo trimestre, que reduz a capacidade de retenção do pecuarista e aumenta a oferta de animais. O segundo é a proximidade do esgotamento da cota chinesa de 1,1 milhão de toneladas, prevista para junho ou julho, com excedentes taxados em 55%.
São Paulo registrou R$ 362,08 por arroba, queda de 1,7%. Goiás teve a maior retração, com 3,1%, fechando em R$ 344,64. Minas Gerais caiu 1,58% para R$ 352,27, enquanto Mato Grosso do Sul recuou 1,9% para R$ 352,77. Mato Grosso apresentou a menor variação, com 0,31% de baixa, cotado a R$ 362,91.
No mercado externo, as exportações brasileiras de carne bovina acumularam US$ 942 milhões em abril, com média diária 29,2% superior ao mesmo mês de 2025. O volume embarcado cresceu 5,8% e o preço médio avançou 22,1%, atingindo US$ 6.143 por tonelada.





