12/05/2026 | Mercado, Notícias

Queda do dólar impacta margem do produtor de soja no Brasil

Redação Agrimotor

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Foto: Pixabay

Análise da Biond Agro aponta que o câmbio passou a ter peso decisivo na formação de preços no país, reduzindo a receita em reais e ampliando o aperto nas margens. A recente valorização do real frente ao dólar tem pressionado a rentabilidade do produtor brasileiro, mesmo em um cenário de safra robusta e recuperação pontual das cotações internacionais.

Nos últimos meses, o dólar recuou de níveis acima de R$ 6,20 para cerca de R$ 5,00, movimento que impactou diretamente os preços das commodities exportáveis. Com isso, mesmo quando há reação na Bolsa de Chicago ou melhora nos prêmios, o efeito não tem sido suficiente para compensar a perda cambial na conversão para reais. “A pior armadilha do mercado é parecer alívio quando, na verdade, é aperto”, afirma Isabella Pliego, analista de inteligência e estratégia da Biond Agro.

Isabella explica que o impacto do câmbio não é compensado pelo lado dos custos. Mesmo com alguma vantagem na compra de insumos, os custos com fertilizantes, diesel e logística permanecem elevados, limitando a melhora da relação de troca. O resultado é um cenário em que o produtor vende pior em reais e não consegue compensar essa perda.

Isabella afirma que o dólar mais baixo não deve ser interpretado como solução para o produtor, já que a melhora cambial, isoladamente, não recompõe a margem. “O dólar baixo, hoje, não pode ser lido como boa notícia automática para o agro. Dentro da porteira, ele virou mais um fator de compressão de margem”, conclui.

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