
Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o Brasil caminha para consolidar sua posição no mercado global de milho com uma safra projetada de 139 milhões de toneladas em 2026/2027. O volume representa crescimento em relação às últimas temporadas, que registraram 135 milhões e 136 milhões de toneladas respectivamente. O relatório WASDE de maio prevê que as exportações brasileiras de milho também devem avançar, saltando de 43 milhões para 44 milhões de toneladas.
O cenário mundial indica oportunidades para os produtores brasileiros. A produção global deve recuar para 1,295 bilhão de toneladas, queda de 17,3 milhões em relação ao ano anterior, embora ainda seja a segunda maior da história. Quedas expressivas estão previstas para Estados Unidos, Argentina, África do Sul, México, Ucrânia e Turquia, enquanto Brasil, China e Rússia devem expandir suas colheitas.
O descompasso entre oferta e demanda fortalece as perspectivas de preços. O consumo mundial deve bater recorde de 1,315 bilhão de toneladas, superando a produção em 19,4 milhões de toneladas. Brasil, China, Vietnã, Índia e México lideram o aumento no consumo. Com isso, os estoques globais devem cair para 277,5 milhões de toneladas, o menor patamar desde 2013/2014.
A redução nos estoques dos principais exportadores, incluindo Estados Unidos e Argentina, pode abrir mais espaço para o milho brasileiro no mercado internacional, especialmente em destinos como Vietnã, União Europeia, México e Egito, onde as importações devem crescer.





