
Impulsionado pela deterioração das negociações entre Estados Unidos e Irã, o barril de petróleo ultrapassou a marca de US$ 104, e o movimento já provoca ondas no mercado financeiro global com impacto direto no bolso do produtor rural brasileiro. A escalada do petróleo reacende temores inflacionários e pressiona os juros em várias economias, cenário que afeta desde o custo do diesel até os insumos agrícolas.
Segundo a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, enquanto Wall Street renovou máximas históricas, o Ibovespa recuou mais de 1% com abertura da curva de juros doméstica. O real manteve relativa resiliência, operando abaixo de R$ 4,90, mas a volatilidade externa coloca pressão sobre os custos de produção no agronegócio brasileiro, especialmente em itens atrelados ao dólar e derivados de petróleo.
Para o produtor rural, a combinação de petróleo em alta e juros pressionados encarece operações que dependem de combustíveis e pode elevar o custo de financiamento da safra. A atenção do mercado agora se volta para os índices de inflação, com divulgação do CPI nos Estados Unidos e do IPCA de abril no Brasil, indicadores que devem balizar as próximas decisões de investimento no campo.





