
Dados apresentados na assembleia anual da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), apontam que a produção global de combustível sustentável de aviação (SAF) deve atingir 2,4 milhões de toneladas em 2026, mas isso representa apenas 0,8% da demanda das companhias aéreas. O número revela o descompasso entre as metas ambiciosas de descarbonização do setor até 2050 e a realidade da oferta,
Willie Walsh, diretor-geral da IATA, alertou que a meta é atingir 65% de descarbonização até 2050, o equivalente a 500 milhões de toneladas de SAF. A demanda existe, com mais de 180 acordos de compra assinados desde 2021, mas projetos foram cancelados ou reduzidos na Suécia, Holanda, Alemanha, Espanha, Dinamarca, Reino Unido e Singapura.
O executivo destacou o Brasil como mercado promissor. “O Brasil tem enorme potencial em SAF e parece estar se movendo na direção certa, mas precisa alinhar suas políticas para ter sucesso”, afirmou Walsh. Ele defendeu que incentivos funcionam melhor que mandatos obrigatórios, citando os créditos tributários à produção nos Estados Unidos como exemplo de política bem-sucedida.
Na Europa, a situação foi classificada como absurda. As companhias aéreas estão pagando bilhões em taxas de conformidade aos fornecedores de combustível, mesmo quando não há SAF disponível para compra, elevando custos sem criar oferta real.





