17/06/2026 | Feiras Eventos, Notícias

China busca autossuficiência agrícola

Redação Agrimotor

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Foto: Pixabay

Visando produzir 725 milhões de toneladas de grãos e atingir 85% de autossuficiência em sementes, o novo plano quinquenal da China para 2026-2030 aponta para maior autonomia agrícola, mas deixa claro onde o gigante asiático continuará dependente de importações. O detalhe que interessa ao produtor brasileiro: não há metas específicas para soja e carne bovina, sinalizando que a dependência nesses segmentos é estrutural.

A China mantém apenas 16% de autossuficiência em soja, praticamente estagnada. Em 2025, o Brasil forneceu 74% das 112 milhões de toneladas importadas pelos chineses. A vantagem competitiva brasileira está no preço: em 2024, a soja nacional chegou à China com desconto de US$ 55 por tonelada em relação à americana, sustentado por terras mais baratas, sistema de dupla safra e câmbio favorável.

A política chinesa de restrição de áreas agrícolas cria um impasse interno. Aumentar produção de milho e soja simultaneamente significa disputa por terra limitada, tornando o avanço da soja chinesa cada vez menos viável. No milho, onde a China já alcançou autossuficiência, cortando importações de 28 milhões de toneladas em 2021 para 2,6 milhões em 2025, o Brasil capturou boa parte do volume marginal restante.

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