
Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), apontam que a indústria brasileira registrou queda de 0,2% em maio na comparação com abril, interrompendo quatro meses consecutivos de crescimento. O setor industrial permanece 4,5% acima do nível pré-pandemia, mas ainda 13% abaixo do recorde histórico de 2011, com impactos diretos na cadeia produtiva do campo.
O recuo foi puxado principalmente por derivados de petróleo e biocombustíveis, que caíram 6,1%, com destaque negativo para álcool etílico e gasolina. A indústria extrativa também recuou 2,6%, pressionada por minério de ferro e petróleo bruto. Na contramão, os setores farmacêutico e de veículos automotores registraram altas de 13,1% e 4,1%, respectivamente, enquanto produtos químicos avançaram 3,1%.
O dado mais preocupante para o produtor rural está no acumulado do ano. Entre janeiro e maio, a fabricação de bens de capital agrícolas despencou 16,9%, contribuindo para a queda de 6,2% em toda a categoria de bens de capital. O resultado reflete a retração nos investimentos em máquinas e equipamentos para o campo, sinalizando cautela do setor.
No comparativo anual, a produção de alimentos recuou 3,7%, enquanto máquinas e equipamentos em geral caíram 9,5%. A indústria como um todo cresceu apenas 1,4% no acumulado de 2026, impulsionada por extrativas e combustíveis, mas com desempenho fraco nos segmentos ligados ao agro.





