
Em decisão publicada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) no início da madrugada do dia 16, o governo americano ampliou a lista de produtos brasileiros que ficam de fora da tarifa de 25% imposta pelo país. A medida do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos considerou que diversos itens são matérias-primas essenciais e que sua taxação poderia gerar desabastecimento e impactos negativos na economia americana.
A justificativa técnica aponta que parte dos produtos não pode ser cultivada ou fabricada em volume suficiente nos Estados Unidos, nem conseguida de outros fornecedores. Além disso, o órgão avaliou que, em determinados casos, aplicar a sobretaxa não seria efetivo para pressionar mudanças nas práticas comerciais brasileiras.
A relação de exceções agora vai além de carne bovina, café, laranja e suco de laranja, já liberados em junho. Entram na lista mel orgânico, hidróxido de alumínio, sucata de ferro e aço, produtos do mar, couros, alguns itens de madeira, medicamentos e insumos farmacêuticos. Por outro lado, o governo americano negou pedidos de isenção para vestuário, calçados e máquinas agrícolas e industriais.
Para o produtor brasileiro, isso significa oportunidades preservadas em commodities e insumos essenciais, mas barreiras mantidas em segmentos industrializados.





