
Os Estados Unidos aplicaram uma alíquota de 12,5% sobre exportações brasileiras, com sobretaxa de 25% para determinados setores, alegando falhas no combate ao trabalho forçado. A medida entra em vigor no dia 29 de julho. O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, classificou a tarifa como ilegítima e anunciou que o Brasil vai contestar a medida na Organização Mundial do Comércio. A Lei da Reciprocidade permanece como alternativa caso as negociações não avancem.
Carne bovina e café ficaram de fora das tarifas, junto com outros alimentos considerados sensíveis para a inflação americana. Ao todo, cerca de 2 mil produtos escaparam das tributações. Já celulose e pescados pagarão apenas os 12,5%, enquanto calçados, máquinas, equipamentos, peças, componentes, confecções e químicos podem enfrentar taxação total de 37,5%.
O plano Brasil Soberano 3 está preparado para acolher os setores afetados, com definição sobre garantia de empregos prevista para a próxima semana. O governo trabalha simultaneamente na diversificação de mercados para reduzir a dependência do mercado americano.





