
Após aferir dados de 5,3 milhões de hectares, representando 60% da área colhida no Brasil, a 4ª edição do Prêmio Produtividade com Modernidade – Programa Cana IAC, divulgou as vencedoras. Dentre as 226 unidades produtoras participantes de 16 estados, nas 13 principais regiões canavicultoras do Brasil, o Prêmio Nacional de Produtividade, promovido pelo Instituto Agronômico (IAC-APTA), foi para a Usina São Luiz, do Grupo Quagliato, que obteve o primeiro lugar, seguida por Usina Nova União, do Grupo Denusa, e Usina Santa Lúcia, do Grupo homônimo, segunda e terceira colocadas, respectivamente. A premiação foi realizada dia 9 de setembro, em Ribeirão Preto, SP.
Para chegar aos resultados, a equipe do Programa Cana IAC faz o levantamento com uso de questionários, protegidos por sigilo. O Índice IAC de Produtividade com Modernidade é obtido por meio da equação IPM = TAH5 – 0,20 x ILV, em que o TAH5 — toneladas de ATR por hectare — é dado pela média aritmética dos cinco primeiros cortes da unidade produtora. ATR significa Açúcares Totais Recuperáveis, o principal indicador de qualidade da matéria-prima no setor sucroenergético. Ele mede, em quilogramas por tonelada de cana, a quantidade de açúcares que podem ser efetivamente extraídos e convertidos em produtos como açúcar e etanol. Já o ILV (Índice de Liberação Varietal) revela a idade média das variedades utilizadas.
No maior levantamento do Brasil para apurar o impacto da adoção de novas variedades na produtividade da cana-de-açúcar para a safra 2025/26, são considerados os mesmos ambientes de produção, incluindo solo, clima e regime hídrico. O pré-requisito para concorrer é produzir no mínimo 500 mil toneladas na safra e cultivar variedades lançadas, em média, há menos de 15 anos.





