
Influenciada pela maior demanda da China por soja americana nas últimas semanas, em antecipação à visita do presidente Xi Jinping a Washington, a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), reduziu a previsão de exportação de soja do Brasil para 115 milhões de toneladas em 2026, um recuo de 400 mil toneladas em relação à estimativa de agosto. Essa é a primeira revisão mensal para baixo desde março.
Mesmo com essa redução, o Brasil deve fechar o ano com alta de 6,3% nas exportações de soja, beneficiado por uma safra recorde de mais de 180 milhões de toneladas colhida no primeiro semestre. Segundo dados da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), o país já exportou 102,6 milhões de toneladas até setembro, com a China absorvendo 70% do volume.
No processamento, a Abiove prevê um recorde, subindo para 63,5 milhões de toneladas, impulsionando a produção de farelo para 48,9 milhões de toneladas e aumento de 0,4% na produção e exportação de óleo de soja, que chegou a 1,8 milhão de toneladas exportadas.
“O ajuste nas estimativas reflete o forte desempenho do processamento nacional e o aquecimento do mercado internacional para o óleo de soja”, afirmou Daniel Furlan Amaral, diretor da Abiove. Isso demonstra a competitividade do setor industrial brasileiro em atender demandas globais e domésticas, um indicativo positivo para o agronegócio brasileiro em 2026.





