
Em parceria com a Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), estudo da Embrapa Milho e Sorgo mostrou que a presença de moscas-sirfídeo pode diminuir significativamente a população do pulgão-do-sorgo em plantações de sorgo forrageiro em Minas Gerais. Em áreas onde não houve uso de inseticidas, a preservação desses predadores naturais favoreceu o controle biológico da praga, reforçando a importância do Manejo Integrado de Pragas (MIP).
A pesquisa acompanhou semanalmente as pragas e inimigos naturais durante duas safras, constatando que o uso de defensivos, o clima e a presença de predadores como joaninhas e moscas-sirfídeo influenciam diretamente na população dos pulgões. As larvas das moscas-sirfídeo atacam o pulgão, ajudando a manter o equilíbrio biológico e prevenir danos econômicos.
Além disso, condições climáticas como chuva contribuem para reduzir naturalmente as populações da praga, pois a precipitação aumenta a mortalidade dos pulgões. Já o pulgão-do-sorgo tende a se alojar na parte inferior das folhas, dificultando o monitoramento e acelerando o risco de danificar a fotossíntese das plantas por meio da produção de fumagina, que compromete a qualidade da silagem.
Por isso, o monitoramento constante é essencial para antecipar infestações. Quando o controle químico for necessário, recomenda-se optar por inseticidas seletivos que preservem os predadores naturais. Combinado ao manejo integrado, esse cuidado ajuda a manter o pulgão sob controle, garantindo a produtividade e a qualidade na produção de silagem de sorgo, cultura valorizada pela sua tolerância ao calor e à seca.





