22/10/2026 | Mercado, Notícias

Doença de Newcastle em SC preocupa exportadores de frango brasileiro

Redação Agrimotor

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Foto: Unsplash

A confirmação dia 19, de um novo foco da Doença de Newcastle em uma criação de perus em Santa Catarina pelo Ministério da Agricultura, reacende os desafios sanitários para o setor avícola brasileiro. Em julho de 2024, um surto similar no Rio Grande do Sul fez cair as exportações de mais de 450 mil toneladas para menos de 380 mil no mês seguinte. Apesar disso, 2024 foi recorde, com 5,3 milhões de toneladas exportadas, um crescimento de 3%. Em 2025, a gripe aviária detectada também no RS causou retração prolongada, com vendas abaixo de 400 mil toneladas entre maio e agosto, mas o ano fechou com novo recorde, 5,324 milhões de toneladas, alta de 0,6% sobre 2024.

O cenário este ano é distinto: Santa Catarina representa mais de 23% das exportações, contra cerca de 13% do RS nos episódios anteriores. A região afetada está afastada dos principais polos produtores, o que pode limitar os danos. Historicamente, a China impõe embargo nacional nestes casos, enquanto outros mercados adotam restrições regionalizadas, geralmente num raio de 10 km.

O Goldman Sachs avalia que, considerando um surto de duração de um mês, o Brasil pode enfrentar excesso de oferta interna entre 1% e 5% no quarto trimestre de 2026, em função de embargos e restrições. A possível expansão da doença nas próximas semanas representa o maior risco. No mercado, as ações da MBRF recuaram 4%, enquanto o Ibovespa se manteve estável.

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