
A rastreabilidade permite acompanhar a trajetória de um produto e comprovar atributos relacionados à sua origem, qualidade, segurança e conformidade socioambiental. Isso pode se tornar um fator decisivo para a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado internacional. Entretanto, o setor precisa integrar informações hoje dispersas entre diferentes sistemas, garantir a confiabilidade dos registros e transformar esses dados em evidências que atendam às exigências de compradores e mercados importadores. Essa foi uma das questões centrais discutidas no Agro em Código 2026, promovido pela Embrapa e pela Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil, com apoio do Cubo Itaú.
Especialistas que participaram do Agro em Código ressaltaram que ferramentas como blockchain podem ajudar a preservar registros, mas sua utilidade depende da qualidade e da confiabilidade dos dados que alimentam os sistemas. A integração entre bases públicas, registros de produção e informações das empresas é, portanto, um dos pontos necessários para dar consistência à rastreabilidade. Sem dados primários confiáveis e critérios compatíveis entre os diferentes sistemas, a capacidade de comprovar a origem e as condições de produção permanece limitada.
“O avanço da rastreabilidade depende de uma atuação coordenada entre produtores, indústria, varejo, instituições de pesquisa e agentes públicos. A integração das informações pode fortalecer a comprovação de atributos dos produtos brasileiros, apoiar a gestão das cadeias produtivas e ampliar as condições de acesso a mercados que exigem cada vez mais transparência sobre a origem e a produção dos alimentos”, comenta João Carlos de Oliveira, presidente da Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil.





