O Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro), divulgado no dia 24 pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e pela CropLife Brasil, fechou o 3º trimestre de 2020 em 127 pontos, com alta de 15,3, em relação ao segundo trimestre. É o melhor resultado desde o início da série histórica. Segundo a metodologia do índice, resultados acima de 100 pontos demonstram otimismo no setor e, abaixo deste patamar, pessimismo.
A melhora na confiança não foi uma exclusividade do setor. Neste período houve uma recuperação do entusiasmo em praticamente todos os segmentos econômicos, em comparação com o trimestre anterior, como o comércio, a construção civil e a indústria. “A percepção do mercado em geral para o PIB brasileiro em 2020 chegou ao ponto mais baixo em abril e, desde então, vem sucessivamente sendo corrigido para cima, a partir de indicadores melhores do que os inicialmente projetados”, observa Roberto Betancourt, diretor titular do Departamento do Agronegócio da Fiesp.
Segundo o levantamento, o Índice de Confiança das Indústrias do agronegócio manteve a trajetória de crescimento iniciada no trimestre anterior, com alta de 13,8 pontos chegando a 122,9, sendo o terceiro trimestre consecutivo de alta.
A confiança das Indústrias situadas depois da porteira foi outro segmento que apresentou alta de 10,9 em seu índice, fechando em 123,3 pontos.
Em relação aos produtores agropecuários, o índice fechou o terceiro trimestre em 132,7 pontos, com alta de 17,5. Já a confiança do produtor agrícola subiu 16,5 pontos no trimestre, atingindo 133,4 e superando o recorde anterior, do final do ano passado. Assim como no caso dos produtores agrícolas, a percepção a respeito dos preços, do crédito rural e da produtividade influenciou a alta de 20,4 do índice dos produtores pecuários, registrando 130,7 pontos.

Entretanto, Betancourt ressalta que é fundamental ponderar sobre uma tendência de instabilidade nos fatores que influenciam o cenário econômico, o que pode interferir na decisão para as próximas tomadas. “As entrevistas foram concentradas em setembro, e não havia no radar a possibilidade de uma segunda onda da Covid-19 no país, o que atualmente desponta como uma preocupação. Caso confirmado, isso pode afetar de forma negativa os negócios e a confiança na economia”, avalia.
Fonte: FIESP





