13/05/2021 | Notícias, Safras

71,8% da safra 2020/21 de soja já está comercializada, aponta DATAGRO

Redação Agrimotor

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Levantamento da Consultoria DATAGRO mostra que a comercialização da safra 2020/21 da soja já atingiu 71,8% da produção esperada até o último dia 7 de maio. Embora abaixo dos 80,6% do recorde de avanço da safra passada, ainda está bem acima da média de 64,3% de 5 anos para o período. Entretanto, o incremento foi de apenas 5,2% ante o relatório anterior, abaixo dos 7,2% do padrão normal de avanço para o período

Considerando a previsão atual de produção da safra 2021, ajustada neste último mês para 136,34 milhões de toneladas, os sojicultores brasileiros têm um total compromissado de 97,92 mi de t. Em igual período do ano passado, esse volume de produção negociado estava em 103,32 mi de t. Ainda de acordo com a DATAGRO, 15,2% da produção estimada da oleaginosa safra 2021/22 está comprometida comercialmente. Esse fluxo está acima dos 11,6% da média para 5 anos, mas segue abaixo dos 28,2% do recorde anterior ocorrido em igual momento de 2020.

Segundo a projeção preliminar, que considera área maior em 2,9%, clima razoavelmente regular e produtividade dentro da normalidade, a safra brasileira do próximo ano tem potencial para atingir 141,18 mi de t, atingindo 21,45 mi de t comercializadas antecipadamente

Já as vendas do milho da safra de verão 2020/21 no Centro-Sul do Brasil chegaram a 57,1% da produção esperada, contra 44,2% do levantamento anterior e 66,4% em igual momento do ano passado, seguindo acima dos 47,9% da média de cinco anos. Até o dia 7 de maio, 51,1% da safra de inverno no Centro-Sul estava compromissada pelos produtores, ante 48,8% no mês passado, 55,8% em 2020 e 44,0% na média para 5 anos. A previsão total de safra foi reduzida de 109,31 para 105,47 mi de t, com perdas já confirmadas na safra de verão do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, e agora com perdas também na safra de inverno do Paraná, Mato Grosso do Sul e Goiás.

“Apesar da melhora dos preços sobre março, os produtores não se sentiram muito motivados a entrar no mercado, pela atenção desviada para a colheita, pelo próprio volume já excessivamente vendido e por expectativas de novas altas nos preços”, destaca o coordenador de Grãos da DATAGRO, Flávio Roberto de França Junior.

Fonte: DATAGRO

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