03/08/2021 | Notícias

Congresso da ABAG reúne mais de 8000 participantes

Redação Agrimotor

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Agro brasileiro pode mitigar as emissões de carbono e as mudanças climáticas do país

Com mais de 8000 participantes de 24 países, aconteceu nesta segunda-feira, dia 2 de agosto, o 20º Congresso Brasileiro do Agronegócio (CBA), uma realização da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), em parceria com B3, A Bolsa do Brasil. A abertura teve pronunciamentos do CEO da B3, Gilson Finkelsztain, da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, do secretário da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Itamar Borges, e deputado federal Sérgio Souza .

Marcello Brito, presidente do Conselho Diretor da Abag,
faz a abertura do 20º Congresso Brasileiro do Agronegócio
Crédito foto: Cauê Diniz

O evento, considerado um dos mais relevantes do universo do agro nacional, concluiu que o Brasil tem tudo: agroambiente, água, floresta e pessoas. Por isso, o agronegócio é a solução para mudanças climáticas e para mitigação de emissões de carbono no país.

Ressaltando isso, o embaixador Marcos Azambuja, conselheiro Emérito do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI), disse no O Futuro o Agro no Comércio Mundial, que o Brasil está em outro nível de inserção internacional graças à qualidade e à criatividade do seu agronegócio, portanto o setor mais certo é o da produção de tecnologia alimentar, respeitando as condições do meio ambiente. Já para Malu Nachreiner, presidente da divisão Crop Science da Bayer no Brasil, o país precisa participar da pauta global relacionada à sustentabilidade e ao mercado de carbono. Em sua opinião, a regulamentação do mercado de carbono é imprescindível porque o país possui uma agricultura tropical, diferente das nações do Hemisfério Norte, o que pode trazer uma desvantagem competitiva para o setor. Elizabeth Farina, diretora Executiva da WRI Brasil; concordou com Malu, contudo, ela pondera que deve haver a produção de boa informação, ou seja, métricas e de indicadores para quantificar as ações e comprovar os resultados de proteção ambiental. Segundo Carlos Augusto Rodrigues de Melo, presidente da Cooxupé; o agronegócio brasileiro é forte, desenvolvido e sustentável, e conseguirá superar os desafios impostos pelas mudanças do mercado internacional e pelo crescimento populacional.


Gilberto Tomazoni, CEO Global JBS (1º plano); Solange Ribeiro, Presidente Adjunta Neoenergia;
Antonio Roberto Cortes, Presidente e CEO Volkswagen Caminhões (tela) e jornalista William Waack
Crédito foto: Cauê Diniz

Otávio Ribeiro Damaso, diretor de Regulação do Banco Central do Brasil, enfatizou em seu depoimento no painel Brasil Verde e Competitivo a realocação dos fundos internacionais para projetos e empreendimentos que atendam aos critérios de sustentabilidade, com os componentes social, ambiental e climático.  Nesse panorama, Carolina da Costa, sócia da Mauá Capital, analisou que é preciso escalar essas iniciativas que conciliam a produção agropecuária, produtividade, tecnologia e sustentabilidade.

O 20º Congresso Brasileiro do Agronegócio trouxe ainda o papel da iniciativa privada nas questões de sustentabilidade e do mercado de carbono. No painel Energia Limpa e Sustentável do Congresso Brasileiro do Agronegócio, Ricardo Mussa, CEO da Raízen, trouxe uma avaliação sobre a maior demanda de sustentabilidade e o potencial do setor sucroalcooleiro para atender essas necessidades. De acordo com Solange Ribeiro, presidente adjunta da Neoenergia, a prática ESG é uma oportunidade e a iniciativa privada tem papel de protagonismo, uma vez que a melhor forma de descarbonização é eletrificar a economia. E o Brasil tem uma grande vantagem por ter 80% de matriz renovável. Nesse sentido, a JBS tem como objetivo ser zero emissões até 2040, por isso está investindo mais de US$ 1 bilhão nessa transformação. Gilberto Tomazoni, CEO Global da JBS; ressaltou como as mudanças climáticas estão afetando a vida e a produção agrícola e como o Brasil tem um grande potencial para acelerar esse processo de mudança no agro.

“Precisamos recuperar nosso protagonismo na agenda agroambiental. Somos um país com florestas, que são mantidas também pelos agricultores, que devem ser remunerados por essa proteção. Desse modo, o Brasil é o domicílio preferencial do carbono verde do mundo, portanto, o que nos cabe é usar nossa inteligência e manter nossas boas relações. Precisamos nos manter unidos: antes e depois da porteira”, resumiu Marcello Brito, presidente do Conselho Diretor da ABAG, no encerramento do evento online, que também homenageou o ex-ministro Alysson Paolinelli, indicado ao Nobel da Paz 2021. A ministra Tereza Cristina recebeu o Prêmio Ney Bittencourt de Araújo – Personalidade do Agronegócio. Já o Prêmio Norman Borlaug – Sustentabilidade foi entregue à Celso Moretti, presidente da Embrapa.

Fonte: Assessoria de imprensa- Meccanica de Comunicação E-mail: noemi@meccanica.com.br

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