
Recentemente, blocos como a União Europeia aprovaram novas regras voltadas à rastreabilidade, ao desmatamento zero e à transparência da cadeia produtiva. E a partir de 2026, grandes compradores internacionais do agronegócio passarão a exigir comprovações socioambientais muito mais rigorosas para fechar contratos. Com isso, o endurecimento das exigências pode ser considerado decisivo para guiar o agronegócio. De acordo com José Loschi, CEO da SRX Holding’s, este pode ser o momento em que as empresas que investiram em desmatamento zero sairão na frente.
Os impactos podem ser sentidos especialmente nas exportações de soja, carne e milho. Estimativas mostram que o Brasil movimentou mais de US$ 160 bilhões em exportações do agro no último ano, e parte significativa desse valor depende diretamente de mercados que agora ampliam as exigências ambientais.
Entre os pontos que devem ganhar mais atenção nos próximos meses estão a rastreabilidade completa da produção, a comprovação de origem sem desmatamento e a implementação de práticas ESG de forma documentada. Compradores internacionais têm reforçado também que desejam fornecedores com políticas sociais claras, incluindo condições de trabalho regularizadas e registros auditáveis.
Para Loschi, a adaptação deve ser vista como uma oportunidade para aprimorar a operação e melhorar a reputação no mercado. “O produtor que prova sua conformidade ganha uma vantagem competitiva e a confiança do comprador. Muitos países estão dispostos a pagar mais por produtos sustentáveis”, completa.
Fonte: Daniela Silveira – Assessoria de imprensa da SRX Holdings





