
Com 7,5 milhões de hectares plantados, o eucalipto responde por 78% de todas as florestas plantadas no país, gerando R$ 31,7 bilhões em 2023, é o que aponta o IBGE. Isto torna a espécie australiana em um dos negócios mais rentáveis do agronegócio nacional, com Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul liderando a produção.
A indústria de celulose e papel consome 36% da produção, mas o eucalipto também abastece os mercados de energia renovável, carvão vegetal, madeira para construção e até produtos farmacêuticos. O ciclo de corte varia conforme o uso: de 6 a 8 anos para lenha e mourões, acima de 12 anos para madeira nobre. A capacidade de rebrota permite até três cortes sem replantio.
Entretanto, o setor enfrenta questionamentos sobre impacto hídrico e pressão sobre comunidades tradicionais, especialmente em monocultivos de larga escala. Pesquisas da Embrapa apontam que práticas adequadas preservam recursos hídricos, mas críticos cobram planejamento mais rigoroso e fiscalização do uso do solo.
Fonte: agro.estadao.com.br





