
A Associação Brasileira de Frigoríficos aponta que a forte demanda de Estados Unidos, União Europeia e países do Oriente Médio deve neutralizar o impacto da cota limitada para o mercado chinês em 2026. Os números do primeiro bimestre comprovam a força dessa estratégia: a receita com exportações saltou 39%, chegando a US$ 2,86 bilhões, enquanto o volume embarcado cresceu 22%, totalizando 557 mil toneladas. Esses dados indicam que as diversificação dos destinos de exportação está blindando o setor brasileiro de carne bovina contra as restrições impostas pela China.
O mercado americano se destaca como grande oportunidade. Com o rebanho em ciclo de baixa, os Estados Unidos precisam importar 2,5 milhões de toneladas de carne bovina neste ano, segundo o Departamento de Agricultura local. O resultado já aparece: as vendas brasileiras para os americanos explodiram 97% em valor no bimestre, atingindo US$ 379 milhões, com volume 60% superior. A União Europeia também ampliou compras, com alta de 24,6% na receita.
Mesmo com tensões no Oriente Médio elevando custos logísticos, o setor conseguiu contornar o problema usando rotas alternativas ao Estreito de Ormuz. Chile, Rússia, Egito, Emirados Árabes, México e Arábia Saudita registraram crescimento expressivo nas importações. A perspectiva ainda inclui consolidação em mercados asiáticos como Vietnã, Indonésia, Japão e Coreia do Sul, garantindo demanda aquecida mesmo que o Brasil esgote a cota chinesa de 1,1 milhão de toneladas com tarifa reduzida.





