
Dados do relatório estatístico mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), apontam que os embarques brasileiros de café somaram 3,040 milhões de sacas de 60 kg em março, gerando uma receita cambial de US$ 1,125 bilhão. Na comparação com o mesmo mês de 2025, há queda de 7,8% em volume e de 15,1% em valores. No primeiro trimestre deste ano, os embarques de café do Brasil totalizaram 8,465 milhões de sacas, um recuo de 21,2% frente aos 10,739 milhões apurados de janeiro ao fim de março do ano passado. A receita cambial foi de US$ 3,371 bilhões, 13,6% aquém dos US$ 3,901 bilhões levantados com as remessas cafeeiras nos três primeiros meses de 2025.
Já as exportações do produto chegaram a 29,093 milhões de sacas no acumulado dos nove primeiros meses do ano safra 2025/2026, montante 21,2% inferior ao aferido no mesmo intervalo anterior. Em receita, as remessas renderam US$ 11,431 bilhões, registrando alta de 2,9% ante o apurado entre julho de 2024 e março de 2025. De acordo com o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, o desempenho negativo reflete o período de entressafra da cafeicultura no Brasil e o atual cenário financeiro dos produtores.
A Alemanha permanece como o maior importador dos cafés do Brasil no primeiro trimestre de 2026, com a aquisição de 1,192 milhão de sacas, representando 14,1% dos embarques totais do país no intervalo. Os EUA aparecem na sequência, com 936.617 sacas adquiridas, o que representa recuo de 48,3% ante o primeiro trimestre de 2025. Fechando o top 5, vêm Itália, com 885.162 sacas e alta de 10,2%; Bélgica, com 527.456 sacas e avanço de 4,5%; e Japão, com 440.085 sacas e declínio de 35%.
O relatório completo das exportações dos cafés do Brasil, com a atualização referente a março de 2026, está disponível no site do Cecafé: https://www.cecafe.com.br/.





