
Em uma aposta na mamona como nova fronteira de negócios para o produtor brasileiro no mercado de biocombustíveis, a empresa israelense Casterra, controlada pela companhia de biotecnologia Evogene, pretende alcançar 200 mil hectares cultivados nos próximos cinco anos e chegar a 1 milhão de hectares em uma década. A estratégia passa por fechar parcerias com grandes produtores e estruturar uma cadeia completa de compra dos grãos.
Para a Casterra, a oportunidade se destaca pela janela de safrinha. Após testes comerciais bem-sucedidos em 74 hectares na Bahia, a companhia quer que a cultura ocupe a segunda safra, diversificando a renda do produtor. Atualmente, a mamona representa apenas 76,2 mil hectares no país, área insignificante diante dos 48,5 milhões de hectares de soja. A Casterra planeja usar 2026 para mobilizar agricultores e viabilizar o plantio já na safrinha de 2027.
O pacote de investimentos prevê entre US$ 5 milhões e US$ 10 milhões para montar estrutura de marketing, assistência agronômica e produção de sementes. A empresa também desenvolve melhorias genéticas e firmou parceria com uma companhia italiana para aprimorar colheitadeiras e reduzir perdas na colheita. A proposta combina tecnologia de ponta com a expertise do produtor brasileiro em cultivos de larga escala.





