
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) acionou a bandeira amarela pela primeira vez em 2026, encerrando quatro meses de bandeira verde sem custos adicionais. O acréscimo será de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Com isso, a partir de maio, produtores rurais e demais consumidores de energia elétrica conectados ao Sistema Interligado Nacional terão um acréscimo em suas contas.
A mudança é devido ao momento crítico de transição entre o período chuvoso e a estação seca. Com menos chuvas, os reservatórios das hidrelétricas perdem capacidade de geração e o sistema precisa acionar usinas termelétricas, que operam com custo de produção significativamente mais elevado. Para propriedades rurais com alta demanda energética, especialmente em irrigação, armazenamento refrigerado e processamento, o aumento representa pressão direta sobre os custos operacionais.
O sistema de bandeiras tarifárias funciona como um termômetro dos custos de geração de energia. Quando as condições são favoráveis e os reservatórios estão cheios, vige a bandeira verde, sem cobrança extra. Em situações intermediárias, entra a bandeira amarela. Nos cenários mais críticos, a bandeira vermelha pode elevar a conta em até R$ 7,87 por 100 kWh no patamar 2. A reavaliação é mensal e considera as projeções do Operador Nacional do Sistema Elétrico.





