
Para a vice-presidente de riscos da Caixa Econômica Federal, Henriete Sartori, expectativa é de deterioração na carteira de crédito rural ao longo de 2026, com impacto direto nas provisões para perdas do banco. O alerta foi dado durante apresentação dos resultados do primeiro trimestre. “Nós temos uma expectativa de que, ainda esse ano, tenha impactos na nossa provisão relacionados ao agro”, afirmou a executiva.
A inadimplência acima de 90 dias no crédito rural saltou de 14,09% no fim de 2025 para 18,29% no primeiro trimestre de 2026. No consolidado do banco, o índice de atraso subiu de 3,07% para 3,71%, enquanto as provisões para créditos duvidosos avançaram 21,7%, chegando a R$ 6,51 bilhões. O portfólio agro representa 5% da carteira total da Caixa.
Apesar do cenário desafiador, a Caixa identifica sinais de desaceleração na piora dos indicadores. Sartori destacou que a curva de crescimento da inadimplência está arrefecendo, assim como o número de novas recuperações judiciais no setor. O banco reagiu estabelecendo critérios mais rígidos para concessão de crédito rural.





