
O Sistema Campo Limpo, programa brasileiro de logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas, avançou em 2025 e reduziu em 5% o gasto operacional por quilo de embalagem vazia destinada. Os dados do Relatório de Sustentabilidade do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV), entidade que representa a indústria de defensivos agrícolas no Sistema, apontam que o gasto operacional aumentou 10% passando de R$ 247,967 milhões em 2024 para R$ 273,039 milhões em 2025, enquanto o volume destinado cresceu 11%, alcançando 75.996 toneladas.
Esse desempenho reforça a evolução consistente da gestão ao longo dos últimos anos, com ganhos contínuos de eficiência operacional. Hoje, cerca de 70% dos custos da operação já são cobertos por receitas geradas pelo próprio Sistema, resultado de um modelo que combina escala, produtividade e diversificação de fontes.
No campo operacional, 100% das embalagens foram destinadas corretamente, com 92% das embalagens tendo como destino a reciclagem, índice que reforça a eficiência do Sistema. A operação é viabilizada por uma rede estruturada, com 424 unidades de recebimento em funcionamento, 12 recicladores parceiros e a homologação de 38 tipos de artefatos, incluindo novas embalagens e tampas para defensivos agrícolas. Desde 2002, o Sistema já destinou corretamente mais de 900 mil toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas, consolidando um modelo que combina a responsabilidade compartilhada entre agricultores, indústria, canais de distribuição e poder público.





