
Pesquisa conduzida pela Embrapa, em parceria com a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) revelou uma tecnologia capaz de transformar o arroz brasileiro em produto premium. O processo de germinação aumenta em 91% o teor de ácido gama-aminobutírico (GABA) em apenas 16 horas, eleva a concentração de antioxidantes e reduz o tempo de cozimento. A técnica representa uma oportunidade concreta de agregar valor à produção nacional.
A pesquisadora Cristina Yoshie Takeiti, da Embrapa Agroindústria de Alimentos, explica que o processo ativa enzimas naturais do grão, ampliando compostos como flavonoides e ácidos fenólicos, com propriedades antioxidantes que ajudam a prevenir doenças crônicas. Quando o arroz germinado é cozido e congelado por 30 dias, o teor de amido resistente dobra. Esse tipo de carboidrato funciona como fibra alimentar, melhora o controle glicêmico e aumenta a saciedade.
A expectativa é que a tecnologia impulsione novos produtos industriais e fortaleça a competitividade da cadeia produtiva. Para os produtores, representa uma alternativa de diferenciação em um mercado cada vez mais exigente. Entretanto, o armazenamento inadequado favorece o crescimento da bactéria Bacillus cereus. Os pesquisadores recomendam refrigerar ou congelar o arroz logo após o preparo, garantindo segurança alimentar e preservando os benefícios nutricionais do produto.





