
Como alternativa aos terminais congestionados do Sul, a operadora ferroviária VLI está abrindo um corredor estratégico para exportação de farelo de soja com embarques regulares pelo porto de Itaqui, no Maranhão. A iniciativa conecta regiões produtoras de Mato Grosso, Tocantins, Piauí e Bahia ao mercado internacional. Segundo a diretora comercial Carolina Hernandez Tascon, os embarques deixam de ser esporádicos e passam a operar durante todo o ano.
O movimento chega em momento crítico para o setor. O aumento do esmagamento de soja para produção de biodiesel vem gerando excedentes crescentes de farelo, pressionando a capacidade de transporte e armazenagem do país. Para competir com a Argentina, líder mundial nas exportações do produto, a redução do custo de frete tornou-se essencial. Os portos do Norte ganham vantagem pela menor distância marítima até a Europa, destino prioritário do farelo brasileiro.
O farelo exige infraestrutura específica e segregada, um desafio durante os picos de safra quando soja e milho ocupam boa parte da capacidade disponível, conforme alertou a associação de exportadores ANEC. Os testes com as primeiras cargas começam ainda em julho. A VLI está preparando áreas exclusivas de armazenagem em seus terminais conectados à ferrovia, enquanto os terminais TPSL e Tegram também receberão o produto.
No Pará, 3Tentos e Caramuru planejam inaugurar terminal próprio em Miritituba no último trimestre de 2026, ampliando ainda mais a capacidade de escoamento pelo Norte do país.





