
Com o encurtamento das escalas de abate, que vem levando a uma postura mais agressiva das indústrias frigoríficas na compra do gado, os preços do boi gordo ficaram aquecidos nas principais regiões produtoras do país. Em São Paulo, a arroba alcançou cerca de R$ 355 na modalidade a prazo dia 5.
Para Fernando Henrique Iglesias, analista da Safras & Mercado, a baixa oferta de animais para abate é o principal fator pressionando os preços no curtíssimo prazo. Esse cenário reduzido na disponibilidade faz com que as compras sejam realizadas com mais intensidade, refletindo diretamente no valor da arroba.
No mercado interno, a demanda por carne bovina permanece aquecida. O ingresso dos salários na economia, junto ao aumento sazonal do consumo em função do Dia dos Pais, eleva a expectativa de alta para os preços no atacado. Paralelamente, as exportações mantêm volume relevante, contribuindo para o equilíbrio do mercado.
Em julho, o Brasil exportou 228 mil toneladas de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada, com receita de US$ 1,447 bilhão, e preço médio da tonelada em US$ 6.350,50. Comparado a julho de 2025, houve queda de 5,8% na receita média diária e recuo de 17,7% no volume, mas o preço médio subiu 14,4%, mostrando ajuste na pauta exportadora em meio à demanda global.





