
Segundo Marcos Brasiliano Rosa, vice-presidente de finanças e controladoria da Caixa Econômica Federal, o banco já observa uma desaceleração no aumento da inadimplência em sua carteira de crédito para o setor agro. No segundo trimestre de 2026, a inadimplência acima de 90 dias alcançou 20,74%, ante 18,29% no primeiro trimestre — um avanço considerável frente aos 7,02% registrados um ano antes.
Apesar do cenário desafiador, a instituição financeira acredita que a situação tende a melhorar, contando com programas governamentais de apoio ao produtor rural. A Medida Provisória 1.376, lançada recentemente, criou linhas de crédito especiais para renegociação de dívidas de produtores e cooperativas afetados por eventos climáticos ou perdas de mercado em múltiplas safras entre 2019 e 2025.
Adriano Assis Matias, vice-presidente de varejo da Caixa, destaca que a curva da inadimplência já se estabilizou em torno de 20%, com sinais de melhora nos últimos meses. Ele ainda ressalta a contribuição do programa “Novo Desenrola”, que tem sido fundamental para a recuperação da adimplência no crédito comercial para pessoa física. “O Desenrola tem sido muito importante para a gestão da adimplência da nossa carteira”, afirmou.
No fechamento do segundo trimestre, a Caixa reportou lucro líquido recorrente 5,9% superior ao mesmo período do ano passado, sustentado por uma expansão de quase 12% na carteira de crédito, que soma atualmente R$ 1,45 trilhão. Para os produtores rurais, essas indicações refletem uma conjuntura de risco em ajuste, respaldada por iniciativas que buscam fortalecer a capacidade de pagamento no campo.





