
Dados do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), apontam que nos últimos cinco anos, a área plantada de gergelim no Mato Grosso cresceu 250%. Na safra 2024/25, o estado produziu 288,9 mil toneladas, 17,3% acima do ciclo anterior, com produtividade saltando de 579,06 para 720,09 quilos por hectare. Assim, Mato Grosso se consolida como líder nacional na produção da oleaginosa, respondendo por mais de 60% do total do Brasil.
A melhora nos resultados está ligada ao avanço no manejo, uso de tecnologias e melhoramento genético das sementes. “Hoje em dia os programas de melhoramento estão focados muito na questão da produtividade, mas nós temos questões também de fitossanidade, temos questões também de população dessas sementes. Com estande mais reduzido, você consegue mais produtividade dentro de cada cultivar”, destaca o engenheiro agrônomo Murilo Sampaio.
O ciclo curto do gergelim, de cerca de 90 dias, favorece seu uso como opção na segunda safra, principalmente após o plantio da soja e também nas áreas onde o milho não é plantado a tempo. O custo médio por hectare fica em R$ 1.600, com potencial de rendimento de até 1.600 quilos por hectare – o mercado pode pagar até R$ 4 pelo quilo.
O crescimento da produção é puxado pelo mercado externo, com cerca de 40% da produção voltada para a China, seguida pela Índia (25% a 30%) e Turquia. O baixo consumo interno reforça essa dependência das exportações, tornando o gergelim uma alternativa rentável e estratégica para diversificação no campo mato-grossense.





