
De acordo com o relatório “O desafio da biomassa para o etanol de milho”, elaborado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, somente em Mato Grosso, os investimentos necessários para a expansão das florestas energéticas podem variar entre R$ 7,6 bilhões e R$ 14,3 bilhões nos próximos anos, dependendo da evolução da eficiência operacional das plantas industriais.
Para o Itaú BBA, a disponibilidade de biomassa passa a integrar a agenda de competitividade da cadeia de biocombustíveis. Atualmente, a matriz de suprimento de biomassa da indústria é composta por diferentes fontes, incluindo biomassa proveniente de supressão vegetal legalmente autorizada, enquanto mudanças regulatórias e exigências ambientais ampliam a necessidade de fontes renováveis e florestas plantadas.
O relatório ainda aponta que considerando uma capacidade instalada próxima de 12 bilhões de litros até 2030, o estado demandaria aproximadamente 383 mil hectares de eucalipto para atender às necessidades energéticas da indústria. Atualmente, a área estimada é de cerca de 165 mil hectares, o que indica a necessidade potencial de adicionar 218 mil hectares de novas florestas energéticas.
“Mato Grosso reúne condições favoráveis para essa expansão, combinando disponibilidade de terras, regime adequado de chuvas e proximidade dos principais polos consumidores de biomassa. O cultivo de eucalipto pode representar uma alternativa competitiva para áreas com limitações para culturas anuais e, ao mesmo tempo, contribuir para a formação de uma cadeia regional de suprimento que tende a se tornar cada vez mais estratégica para o próximo ciclo de expansão do etanol de milho no Brasil”, conclui Cesar de Castro Alves, gerente da Consultoria Agro do Itaú BBA.





