
Diante dos recentes choques que pressionaram os preços do mercado, a Nestlé, gigante global de alimentos, elevou suas aquisições de cacau no Brasil para fortalecer a cadeia de suprimentos. Segundo o CEO Philipp Navratil, a empresa reforça parcerias com produtores locais, focando em práticas agrícolas que demandam menos fertilizantes, minimizando custos em um cenário de alta nos insumos agrícolas.
O Brasil, que foi líder mundial na produção de cacau nos anos 70, sofreu forte impacto da doença “vassoura de bruxa”, que reduziu drasticamente as plantações. Agora, com o retorno de grandes fazendas adotando variedades mais resistentes, o país busca recuperar sua relevância no mercado internacional. O governo projeta que a produção nacional dobre em cinco anos, alcançando cerca de 400 mil toneladas, mas que ainda atenderá principalmente à demanda interna.
Navratil destaca que a Nestlé investe em agricultura regenerativa ao compartilhar conhecimento técnico com centenas de fazendas brasileiras, prioridade que alia aumento de produtividade e sustentabilidade. O CEO reforça que esse trabalho visa diversificar o fornecimento global, tornando a cadeia mais segura e preparada para a volatilidade dos mercados. Contudo, ele alerta que o cacau leva até cinco anos para atingir plena produção, o que exige paciência dos investidores.





