
Para a Associação Nacional de Promoção e Inovação da Indústria de Biológicos, o mercado brasileiro de bioinsumos pode fechar 2026 com crescimento de até 7% em valor e 10% em volume, impulsionado pela recuperação das exportações e melhor disponibilidade de insumos agrícolas, aponta. Esse avanço indica recuperações importantes no setor, embora desafios pontuais ainda impactem o ritmo das vendas.
No segmento do cacau, a safra nacional registrou salto significativo, com recebimento de mais de 226 mil toneladas de amêndoas entre outubro de 2025 e setembro deste ano, alta de 25,3% em relação ao ciclo anterior, conforme dados da Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau. Esse aumento reforça a retomada da produção e o potencial de crescimento para os produtores.
Apesar do avanço no ano, o segundo trimestre de 2026 trouxe uma desaceleração no mercado de bioinsumos devido à pressão dos preços e problemas no fornecimento de fertilizantes. Isso levou os produtores a postergar compras, concentrando-as mais perto do início do plantio da safra de verão, numa estratégia para reduzir riscos financeiros.
As exportações brasileiras de tilápia também mostraram recuperação em setembro, após dois meses de queda. Os embarques totalizaram 100 toneladas, com alta de 4,1% frente ao mês anterior e mais que o dobro sobre setembro de 2025, segundo a CES. Os preços permaneceram estáveis, sinalizando equilíbrio saudável entre oferta e demanda. Esses números indicam oportunidades para quem atua na piscicultura e nas cadeias associadas.





